Três autores que merecem milhões de leitores.
- Ana Paula Carvalho
- 28 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Tem livros que a gente lê.
E tem livros que carregam a gente no dente.
Esses três autores fazem isso como se fosse rotina.
Ariel Yoshida — O alquimista do estranho.
A porta de entrada é “Circo Sombrio”: um espetáculo torto, lindo e cruel, onde cada capítulo parece um truque ilegal.
Ariel tem aquele talento raro de transformar fantasia em desconforto e desconforto em poesia. Ele escreve como quem vê o mundo por dentro. E o mundo por dentro é sempre mais estranho, mais vivo e mais brilhante do que parece. Ele merece ser lido. Ele merece ser descoberto. Ele merece plateia.
Anderson Valadares — A literatura que te deixa sem eixo.
“O Homem e a Caixa” é aquele livro que você fecha, mas ele continua aberto dentro de você.
A trama parece simples até não ser mais.
O impacto é físico. Anderson tem um domínio de atmosfera que poucos autores brasileiros têm: ele cria silêncio, cria peso, cria presença.
Ele escreve com uma melancolia afiada, que entra mansa e sai carregando pedaços.
É talento bruto, puro, inegável.
Lívia Stoco — precisão emocional em forma de livro.
O topo da lista fica com “Transpasse”, um livro que entra sob a pele e arranha de dentro pra fora. Lívia trabalha emoção com bisturi: corta onde dói, sutura onde cura. A narrativa dela tem ritmo, tem coragem, tem verdade.
Não existe “promessa literária” aqui — existe talento consolidado. Lívia escreve como se estivesse operando a alma do leitor. E acerta sempre.
Com certeza são autores que merecem milhões de leitores.
Se existe algo que eu posso fazer, é lembrá-los. E honrá-los — livro por livro.






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